quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Um dia, um erro.


Não aprendi
se o silêncio traz a tristeza
ou o inverso é verdadeiro.

Só sei
que sofri o dia inteiro.

A dor de cabeça
amuou-me.
A chuva choveu
dentro de mim.
O frio me deixou vazia.

Boiei
como folha na lagoa.
Vento leva.
Vento move.
Sem vento, é imóvel.

Como se explica um erro?
Eu erro.
E errei ontem.
E errei hoje
ao me perder
na esperança
como faz a criança
que ainda não conhece
o desafio...

Essa mágoa
do dia que termina
é só mais um erro.

Sofrer é uma arte.
Aprender é uma tarefa.
Só, vislumbrei a chama da vela.
E, esqueci de estudar.

Perdoar-me.
É o que me falta aprender.

Sofrer.
Superar.

 Celine Dion - My heart will go on (Piano)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Perder e ganhar...

Hoje perdi lágrimas, ganhei emoção.
Perdi devaneios, ganhei recordações.
Perdi suspiros, ganhei fôlego.
Perdi tristezas, ganhei satisfação.
Perdi o tempo no relógio, ganhei um registro n’alma.
Perdi o fim, ganhei o agora.
Perdi alegria, ganhei o valor da vida.
Perdi a razão, ganhei reflexão.
Perdi uma voz, ganhei todas as palavras.
Perdi o lugar, ganhei uma história.
Perdi uma verdade, ganhei esperança.
Perdi uma luz, ganhei a eternidade.

O céu perde a chuva, nós ganhamos todas flores.

Perder ou ganhar?
OLHAR...

 Sara Brightman - DANS LA NUIT

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Primavera...


Ao anoitecer
ávida por paz
carente de “anjo”
exausta

e sentindo a inércia
quase dominical
recostei...
Hoje é terca-feira.
Respirei...

E num sonho real
procurando paz
encontrei sementes
nas letras
que interpretavam vida
plantando frases n'alma...

Li e re-li.

Aqueles comentários
antes orfãos
agora respondidos
e docemente delineados.
Colhi cada emoção
acolhi a empatia
e a descrença encolhida
fugiu

levando junto a tristeza.

E aqui
nasce a nossa primavera:
flores com dicção.

Nossa linguagem:
AMIZADE DE VERDADE.
...

E em tempos
iguais
ou
simultâneos
semeamos sensibilidade
colhemos olhares “inundados”
e
concomitantemente “sorridentes”.

Eis a PRIMAVERA
hoje
sinônimo de
Dora Vilela.
Dora poeta, coração, benção.

Leva meu aceno
gesto singelo
que diz:
GRATIDÃO.


Orquestrada - Em Algum Lugar do Passado

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Coleção de pétalas...

Meu coração dói
dor corporal
forte.
Também arde.
Incomoda.
Quase assusta.
E de repente
o que vejo no filme
que assisto
nos meus olhos
cansados
são as flores que colhi
e as outras milhares
que no decorrer das datas

especiais
sem pensar no jardim

interrompi o ciclo natural.
Quantas pétalas
sem perceber
deixei cair.
Muitas recolhi.
Tantas guardei.
Outras perdi
sem sentir...
Pétalas.
Sementes floridas.
Que me fizeram rir.
E nesta noite
como natureza
seca e
pálida
me deixo chorar...
Fecho a janela.
Fecho o olhar.
Fecho este dia.

Amanhã quero sorrir.

 Milton Nascimento - Caçador de Mim

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Azeite no tempo lento.

Escorrega o tempo
através das mãos
e por entre os dedos
tantos espaços
vãos
vagos...

Desafio
transformando
em desencanto.

Lucidez
rara
transparente
tal qual azeite...
Nem tão puro.
Bem menos extra.
Com gosto escorregadio
tardio demais.

Perder.
Voar.
Deixar ir.
Azeitar.
Lamentar.

Dias sem sabor.
Noites sem memória.
Tempo sem tempero.
Eis que a vida
desliza
com vagar
exageradamente
sem noção.
Cegamente.

Recordação
sem audição.
Mente quase demente.

Sonolento pensamento
sem coração
sem cooperação.

Sem gente humana.
Humano descrente.
Sentimento sem talento.
Instante desumano.

Azeite no pão.
Prato vazio.
Sem sal.
Sem pimenta.

Indigestão.

O azeite passeia na colher.
A vida vagueia sem olhar.
A omissão assa a razão.
Triste é
e pode ser
uma confissão.

 Celine Dion - I Will Always Love You (Piano Instrumental)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cego é o olhar vazio.



A poesia é mansa
A fala cansa
Mas, a fonte canta
A mente repousa
sem escolha
impõe-se o vazio
cheio de certeza:

“O cego pode enxergar”.

“O orgulho cega o ar”.

E, ambos morrerão.

Sem ver,
o primeiro terá conhecido a vida,
o segundo,
apenas tropeçado
nas suas próprias feridas.

E o olhar
vazio
ensinou
que há palavra vaga
quando vago é o olhar
por toda vida...


Caetano Veloso - Eu so Vou Gostar de Quem Gosta de Mim


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Nem subir. Nem descer. O tempo acabou.

Sinto-me vazia.
Meu eu divaga
sem rumo
sem prumo
sem força.

Não há mais degrau.
Nem pensamentos.

Carrego a alma
estagnada
estarrecida
impactada.

Minha memória
foi corrompida.

Minha vida
interrompida.

O olhar

absorveu
a última imagem
puro gelo
desumano.
Sentimento ausente.

Hoje o dia amanheceu
sem hora
sem tempo
sem marcos
nem fatos
nem fotos.

Erro.
Ilusão cega.
Desilusão atemporal.
Pesadelo real.

Secou a sensibilidade.
Quebrou a raiz.
Morreram as sementes.
O todo e tudo hoje é nada.


Subimos tantos degraus
chegamos
ao abismo.
Caímos.


Olhar para trás
agora
jamais.
Não há nada.


  Whitney Houston - - I Have Nothing

domingo, 31 de agosto de 2008

Pedras degrau perfeito.


Quase deixei
aquela adoção enferrujar
ao me distanciar
do sol da vida
inundando-me exageradamente
de solidão esférica
sobrepeso de lágrimas
com escassez de respiração.

Eis que a coragem invadiu-me
transbordando doação
e as pedras no caminho
formaram o tempo
necessário
para eu transportar
o passado ao presente
e enxergar
no mar
o reflexo do sol n’água

estrela máxima.

RECOMEÇAR.

Sem estacionamento
o pensamento
é igual as ondas
bate na pedra
não machuca
baila
brilha
vai
e volta
é abraço sem fim.

Como nós.
No lugar certo.
No tempo certo.
Pedras tempo.
Pedras Caminho.
Pedras degrau perfeito.


GUILHERME ARANTES - rio das inquietas águas

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Quem somos?

“Inocentemente”, pensei que na estrada virtual eu iria só “serenar”, mas... e sempre o “MAS” é “amigo”, têm “gentes” dando trabalho...
Dona Loba’s resolveu fazer “momento interativo”... (muito inteligente!!)
Sr. Miguel resolver ir tomar sol e deixar os amigos “fazendo lição de casa”... (esperteza absoluta!!)
Eis, então, minha tarefa “modestamente redigida”.
Bjãozinho Miguel, e gratidão pelo carinho e lembrança. Saúde, Sucesso!!

DESCREVA-SE
Respiro amor.
Transpiro carinho.
Amo amar o amor.
Sinceridade em grau quase excessivo.
Tenho repulsa por “politicagem”.
“Super hiper ultra mega” objetiva: “o copo não está meio cheio, nem meio vazio: tem limonada em meio copo”.
“Por favor” e “Gratidão” são palavras sábias, alimentam a solidariedade.
.
O QUE AS PESSOAS ACHAM DE VOCÊ.
Que sou uma pessoa que quando amo, é pra valer! “Dona” de um coração gigantesco, que faz o que pode e o que não pode por AMIGOS e familiares. Sabem que podem e devem contar comigo “25 horas por dia”...

DESCREVA O ATUAL RELACIONAMENTO.
Essência sem fronteiras...

DESCREVA A ULTIMA RELAÇÃO.
Paixão. Compreensão. Aprendizado. Amor. Muito AMOR.

ONDE QUERIA ESTAR AGORA.
Conduzindo meus braços ao abraço mais desejado...

O QUE VOCÊ PENSA SOBRE O AMOR
É o “COMBUSTÍVEL HUMANO” ...
E Jesus deu o exemplo insuperável...

COMO É SUA VIDA.
Sinto que sou apenas o que sinto ser, simplesmente “SOU EU”.
Amor + Sensibilidade + Sinceridade = Vida.
Tendência ao perfeccionismo: tanto no trabalho quanto nos afetos...
Tento ser amiga do “stress”.
Viajar é maravilhoso, se pudesse teria sempre duas malas prontas: uma para 45 graus e outra para -10 graus... A Europa me encanta SEMPRE...Adoro dar presentes.
As crianças me emocionam.
Amo dúzias de flores por toda casa...
Amo amar e ser Amada.
Não "acho"... sou SIM ou NÃO.
Sou tímida...

SE TIVESSE DIREITO A APENAS UM DESEJO
Apenas entender o que é incompreensível.

UMA FRASE SÁBIA
Se existe AMOR, “FIM” é só uma palavra.

UMA FRASE PARA OS PRÓXIMOS
Saudade é o amor eternizado! Reciprocidade é “A LIÇÃO”!

UM DEFEITO...
Um?
Definitivamente não sei "amar pouco"...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Guardei a sombra pra sobreviver.


Hoje se fez o outono em mim
Sou tronco seco
Sem folhas
Sem galhos
Tronco só
Sobrevida introvertida
Lágrimas irrigam a saudade,
único adubo diário.

Hilário?

Sobra a sombra sutil...
Sol desocupado.
Olhar abandonado.
Tempo perdido.

Sobreviver é socorrer o futuro
agora.

Ivan Lins - Quem saberia perder


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

tim-tim VIDA!

Vida
habita o ventre
baila igual vinho em taça
e quando nasce
é sangue doce
carícia
testemunha do “Amor Maior”.

Vida
brinda a doação
com cálice cristal
transpirando luz...

Benção Celestial”.

Vem vida
início da rima
cor da poesia pura
confidência
prudência
cadência que acalenta.

Nova Vida.
Vida Nova
traz saúde
nina bem querer
consagra plenitude.

Vida Viva
bendiz frágil forte fruto
já presente
tão contente...

Feliz
eu, tu, nós, vós, eles.

ROUPA NOVA - ANJO

Parar ou seguir.



Pensamentos viajam livres.
Liberdade
é descobrir o dom de AMAR.

Hoje faz sombra
na batida do coração
com som fazendo eco:

quem tem razão?

Consumida a liberdade
por prazeres disformes
resulta incapacidade
escolha sem nexo
e depois
vida sem alicerce.

Passada a estação
não há mais tempo imperador.

Chega um trem
trilhando tímido
trazendo recordação
no trilho estreito
num raro momento vento
soberano clamor interno.

Quem nutre saber?
a "política humana" funesta?
ou
um coração honesto?

Resposta simples:
Coragem é um caminho
de mão única.
Silêncio é morada da omissão.

Só pensar é uma opção.
C E G A R também.
Parar ou seguir.
Eu sigo.

Guilherme Arantes - Meu mundo e nada mais


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

... tempo lento


Pensando...
Lembrei: esqueci de refletir
por isso
amei.

Amei muito.
Amei demais.

Fragmentos do passado
eu os revivo diariamente
nutrem meus pensamentos
tornando-os desabafos
livres...

Não aprendi a sofrer.
Nem criei razão.

Posso esperar o tempo,
hoje caminhando lento,
só não agüento
me despedir da sensibilidade,
amiga tão fiel.

Escrevo recados
enquanto espero
o limite enfraquecer.

Eu sei.
As palavras
são incensos
que purificam as ilusões
e salvam os pensamentos.

A hora é agora,
amei outrora,
amo já,
amarei pra sempre
sem atraso.
Antes que seja tarde.

 Ivan Lins - Antes que seja tarde

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Nossos cafés.


Lembrei de café
com sabor de vontade
aproximei a xícara dos lábios
calados
e senti o aroma

vazio.

Já é tarde.

Um espaço

expressa melancolia.

Quantas conversas.
Quantos cafés.


No paladar doce,

palavras,
muitas, todas.

Amargo é só um pequeno fim.


 Chico Buarque e MPB4 - Amigo é pra essas coisas

domingo, 10 de agosto de 2008

Sabor sorriso...


Pensando, pergunto: sorrir é uma arte? Sorrindo, respondo: sorriso, descoberta certeira... Um sorriso é mímica perfeita da tristeza dizendo adeus! Micagem esbelta e sapeca, invejando a brincadeira escandalosa, da alegria expressivamente maravilhosa. Sorrir é descobrir sentidos... Sentir sorrindo as veias da vida bailando, poder viver o silêncio se escancarando, gritando o som do coração pulsando alto, forte, vibrante e comemorando. Enigma sem idade, sorrir é magnânima cumplicidade, nunca chega só, nem chegará, tem sempre remetente, pode ser gente, poderá ser saudade. Pode ser... Sorriso tímido que desabrocha o perfil cerrado, reverenciando a luz ao rosto antes turvado. Sorriso arquivado que ilumina a insônia carente, alegra as palavras memorizadas e assina a poesia desvendada. Sorriso à distância reinventa o espaço perdido, quando existe amor, longe não é lugar, é só ilusão. Sorriso vagaroso revive o pensamento lento. Acordado, traz vitalidade ao passado, e desperta o presente irreverente. Sorriso de criança é marca registrada da infância. Tempo vai, tempo vem e ele fica pra sempre. Sorriso maroto esquenta o comentário guardado, abre as portas trancadas, dá vida ao impossível... Sorriso escandaloso é a liberdade comemorando a glória, tudo sente tudo poderá ver. E a gargalhada, é o sorriso perfeito, sentindo a honra de crer e sobreviver! Finalmente, sorriso inventado, é escrito com letras coloridas, vai ter tamanho variado, dependendo do quanto alegrar, pode encantar e brilhar ou simplesmente desaparecer.
Sorriso três por quatro. Sorriso virtual. Sorriso torpedo.
Sorriso saudade. Sorriso realidade.
Seja o sorriso a maior e mais saborosa vontade!!
Sorrir sempre. Sorrir mais.
Meu sorriso.
Teu sorriso.
Nossas gargalhadas...
.
E, pensando nos sorrisos que leio, homenageio:
Adélia - É a gargalhada que floresce cores iluminando os dias e noites!
Ádina – É sorriso que chega tímido e se despede vestindo hilariante contentamento.
Doda – É gargalhada da infância que ressoa alegria desenfreadamente gostosa.
Dora – É o coração nas letras por isso sinto seu sorriso virtual que ecoa poesia solidária sempre!
Fernando - Chegou com sorriso sorrateiro, plantou presença, colhe prestígio.
Loba’s – Traduz comédia pura. É sorriso invejando gargalhada, alegria saboreando felicidade!
Miguel – É sorriso praiano que passeia plantando bom humor incansável!


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A paz.


Chuva cai lá fora.
Traz frio.
Procuro aconchego.
Quero me aquecer.

Nasce a harmonia.
Comodidade que acalma.
Acendo a luz do passado.
Esquento este momento.

A temperatura é ficção do corpo.
O amor realidade da alma.
Frio foi ficando fraco.
Aquecida, agora, almejo amor atento.

Cresce a vida diariamente.
Cada ato é um fato concretizado.
Pensar é preciso.
Arrependimento é alimento indigesto.

Atos e atitudes têm continuidade no pensamento.
Atravessam tempos e estradas.
Por isso quero aprender muito.
E ensinar só o suficiente.

Enquanto escrevo as páginas da vida.
Releio os rodapés principais.
Livro meramente modesto.
Traduz o “nunca antes visto” com o “agora eternizado”.

É a harmonia entre o falado e o pensado.
Entre o sofrido e o perdoado.
Soterrar a maldade é imprescindível.
Aplaudir a solidariedade será imperativo.

Confesso. Eu quero a paz sorrindo pra mim.
Cantando som que não tem fim.
Quero ainda, a paz abraçando Pequim.
E que essa Vitória jamais conheça o fim.

Zizi Possi - A Paz

terça-feira, 5 de agosto de 2008

As rosas falam...


Flores...
Hoje,
caminharam sem mim
pela primeira vez.

Flores...
Chegaram
revelando as cores da saúde,
o perfume da presença ausente,
o exagero do afeto infinito,
a expressão do silêncio contido,
o som da distância exagerada.

Flores...
seduzem o sorriso escondido,
acumulam beleza,
são fonte da dedicação.
Cada pétala é uma gratidão
Cada botão uma luz para o coração.

Flores...
num primeiro olhar
já dizem: “bem vindas”.
Quando aconchegadas nos braços,
o alegre colorido traz paz.
Ao se acomodarem no vaso,
têm o sentido de hidratar o bem.
O vaso arrumado
transpira festa nos pensamentos lentos.
O som de cada pétala caindo
é a distância entre o existir e o partir.
As pétalas ao secarem
serão lembrança
da fidelidade do sentimento de alma,
exatamente aquele que nunca tem fim.
Afeto infinito.

Flores...
nos remetem aos atos guardados
no olhar que brilha.

O sentimento é o alimento da alma.
As flores, o sentido de uma vida!!

Flores pra você!
Saúde Sempre.
Carinho eterno.
Gratidão.


 The Beatles - Yesterday

sábado, 2 de agosto de 2008

Quero "férias da vida"...


São 15h45min, e acaba de pousar sobre a mesa a salada que eu pedi. Não tenho vontade de atacá-la. Salada? Nunca foi meu prato predileto. Nem nunca será. Mas, a idade vai requerendo cuidados. Salada faz bem para as artérias e coronárias. É leve para o estômago. O suco é de melancia. Diurético. Essa maldita “Lei Seca” me obriga a não degustar aquela taça de "prosecco" que sempre me foi tão saudável. E o guardanapo, desnecessário, porque a salada não tem molho quatro queijos (Humm! Sou ratinha suíça!), é meu “notebook” momentâneo, e vou anotando que estou precisando de “férias da vida”. Não é “morrer”. Morrer seria um “trabalho novo”. E de trabalho estou farta.

Quero “férias da vida”....

Férias das gargalhadas ausentes de alegria.
Férias dos desejos arquivados.
Férias da essência desprezada.
Férias das vontades tolhidas.
Férias da fraternidade adormecida.
Férias das respostas monossilábicas que não aprecio ler.
Férias da saudade que agoniza.
Férias da indecisão que nubla o significado dos sentidos.
Férias do sono que desconforta as minhas noites.
Férias dos atos de coragem que são apenas atos covardes vestindo roupa de gala.
Férias da máscara que me recuso usar.
Férias da surdez cerebral que atordoa meus amigos.
Férias do tempo que consome meus momentos indiscriminadamente, além de ser insaciável.
Férias da palidez dos amanheceres.
Férias dos recados ignorados.
Férias da sensibilidade não diagnosticada.
Férias da naturalidade abandonada.
Férias do amor infinito.
Férias das palavras mal dissecadas e desvalorizadas.
Férias da indiferença tão vazia de verdades.
Férias da dramaturgia política (des)humana.
Férias dos sentimentos perdidos.
Férias da gratidão esquecida.
Férias da ilusão despertada.
Férias da luz apagada.
Férias do direito naufragado.

Quero “férias da vida”.
Hoje, vazia.
Só “férias”.
Porque sei que seremos “amigas para sempre”...
Férias, necessidade temporal.
Vida, amiga fiel.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Me Olhem















Meu Pai, DEUS
Meu Irmão, JESUS

elevo a Vós meu silêncio
nesta oração que nasce
reprimida e tímida
carente de inabalável.
Peço-vos,
Iluminem minhas trevas
desertas de esperanças.
Aceitem minhas prestezas.
Perdoem meus pensamentos deteriorados.
Abençoem meu passado.
Sejam meus pecados redimidos.
Sejam minhas ausências compreendidas.
Possa a proteção liderar meus passos.
Resistirei
e o calvário da vida
por mim passará,
e eu jamais me acomodarei,
porque creio em Vós,
nos Vossos olhares
transbordantes de piedade.
Exaustiva será a minha FÉ.
Creio na fidelidade
do amor
incondicional
que dôo e receberei.
Que a omissão eu desconheça.
Que vença sempre a verdade,
a humildade
e a solidariedade.
Que seja a minha voz
som de amizade.
E que a justiça,
seja PAZ,
no repousar diário.
Que assim seja.
Sempre.
Amém.

Canto dos Pássaros - Faixa II


terça-feira, 29 de julho de 2008

Pôr-do-sol.

Vivifico
mais um pôr-do-sol
aconchego pensamentos
que voam como as aves
sem pressa
sem rumo
livres.

E o raio de luz mais forte
amarelo ouro fogo
exige reverência dos meus olhos.
Acato, porque me encanto,
céu em chamas,
é o charme da tarde.

Disperso-me
e minhas mãos
são sombras que se unem no chão
como outrora
entrelaçadas eram nossas vidas,
num só coração.

Pensamentos relembrados,
vidas entardecidas.

O marco do tempo é incansável.
Não para.
O sol se despede
e meu olhar
vê a singela faísca
que resta
amarela
cinza.

Anoitece,
e pousa mais um capítulo
da minha vida
da nossa história.

Biografia do amor eterno.
Com Amor.
Por amor.

Zizi Possi - Per Amore

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Tempo no horizonte...

O coração é o relógio que marca o tempo dos sentimentos: Vividos. Sonhados. Desprezados. Suplicados. Desconectados. Amados. Alegres. Injustos. Coloridos. Insípidos. Aparados. Amparados. Findos. Recomeçados. Encantados. Desnorteados. Falados. Calados. Relapsos. Abusados. Eufóricos. Intensos. Medíocres. Ausentes. Reais.
Falsos. Casuais...
Divididos. Somados. Multiplicados...
Viajados por mares e céus.
Embalados por braços, abraços.
Fotografados. Eternizados.
Sorrateiros, enfim.
Únicos, sempre.
Infinitos, na recordação.
...
Coração, horizonte sensível.
Visível. Ou não.

< Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Con te Partiro


domingo, 27 de julho de 2008

Confiança


Confiança
Foi com ela que trilhei todos os passos e tropeços nesta vida. De tão fundamental, foi eleita a essência da minha essência. O caminho é longo, e nem sempre afoito. E em cada tempo que sobrou, descobri que a confiança era ilusão de criança. É a minha essência. MINHA. E recordando, o espelho mostra uma vida de utopia. Acordada, me divido: não sei se viver o sonho foi o maior pesadelo, ou se, despertar foi a mais desenfreada dor. Dúvida é marasmo, mas anestesia e traz fôlego ao desespero que atordoa. A respiração é um sacrifício. Sinto-me órfã de vida. Reguei as mais belas flores, e, restou singularmente, um jardim fantasmagórico. Nem toda natureza é beleza, existem as ervas fatais. Conclusivamente, confiança é só semente, não é adubo. Talvez tenha brotado em mim, por ter sido regada com lágrimas de esperança. Confiável é predicado. Prejudicado, é o vazio de confiança. Confiar, verbo intransitivo, capaz de transitar apenas entre os Seres HUMANOS que assinam solidariedade no tempo passado, presente e futuro.
O perdão aos que desconhecem o sentido da confiança.


Fagner - Oração de São Francisco

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Liberdade

A liberdade é uma tesoura...
e o que a razão corta
nem sempre
o coração costura!
...
Melhor bordar a vida,
com fios coloridos,
de tamanhos cautelosos,
de modo que o avesso
possa ser igualmente “uma arte”.
...

Cortar poderá danificar a beleza para sempre.


Celine Dion - I Will Always Love You (Piano Instrumental)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

... eterna poesia.

A
poesia
é
a assinatura
da alma
que imortaliza
os sentimentos
quando a vida cala...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Lágrima gelada.


A tristeza dormiu comigo.
Acordei,
e ela sem timidez,
invadiu meu dia.
Me fez chorar
lágrimas geladas.
Experimento o frio do vazio.
O coração bate desnorteado.
Os pensamentos se perdem
desconcertados.
Respiro procurando o ar...
Ar que desencontro.
Sinto o coração fraco
se despedindo de mim.
Nunca me senti assim
tão próxima do FIM.

Chico Buarque e Maria Bethania - sonho impossivel

sábado, 12 de julho de 2008

A noite fala...


A noite fala.
A noite cala.
A noite intimida.
A noite revela.
A noite esconde.
A noite explica.
A noite complica.
A noite descobre,
depois cerra os olhos e esquece.
A noite acorda, depois adormece...
A noite é o despertar da consciência
intimidada ao longo do dia.
A noite traz uma luz interna
que acende a verdadeira existência.
A noite é coragem
que define a imagem
escondida e temida.
A noite acordada é vida.
A noite dormida é sonho.

Celine Dion - My heart will go on (Piano)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Equilíbrio...



O coração diz: Já.
A razão diz: Jamais.
.
.
A alma diz: Já mais...

sábado, 5 de julho de 2008

"O segredo da História..."

FIM
é e será
sempre
o INÍCIO
de uma nova HISTÓRIA...
.
.

 Elis Regina - Casa no Campo

Deus Desenha.


Saudade
é
o amor
lapidado
eternizado
no coração da alma.


3h38min - 06/07/08.

 Maria Bethania - Você não Sabe

Sempre 5 de agosto...


Uma
estrela
sempre
brilha
e
brilha
pra sempre!
...

Irrefutável.
Pergunte ao Céu.
Pergunte ao Mar.
Pergunte a Alma.
Por que perguntar
sempre pro infinito?
Porque interminável e eterno
é o brilho da “ESTRELA”.
Não vai.
Nem volta.
É.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

... simples palavras.



É um desnortear ímpar
que finca morada na memória
sentir a voz tremer
tão expressivamente...
estremecendo o pulsar do coração...
transformando suas batidas simétricas,
num amplo descompasso desnorteado,
desenfreado, temerário até.
Eis o que palavras provocam
depois de um silêncio desconexo:
constrangimento recíproco.
...
A ausência intimida a ferida...
poucas palavras,
intermediadas
por uma paz destacável.
Não sei se o tempo foi pouco
ou se foram dois minutos
com dimensão de dez...
Depois de tantos caminhos,
a referência de singelos surpresos dois minutos
assusta, impacta, mobiliza recordações...
Emoção forte.
Coração desafinado.
Pensamentos remotos.
Cena inusitada...
Um fim com aparência de começo.
Um começo com aspecto de fim.
Um desejo de recomeço bem-vindo.
Tudo?
Nada?
Não sei.
Só Deus sabe.

 rc - como e grande o meu amor por voce

terça-feira, 1 de julho de 2008

Inverno.

É inverno.
No quarto, o ar quente está ligado.
É indispensável pra minha sobrevivência...
O inverno?
Ou o ar quente?
Olho pela janela e, lá fora, o ipê rosa
está escancarado...
Flores e mais flores. Buquês.
Visto o casaco,
me enforco com o cachecol
e vou me encontrar com o frio ...
Olho o céu por entre os galhos do Ipê...
Assusto-me:
o céu está estranhamente cor de rosa...
Isso é o nosso inverno.
Ar geladérrimo.
Nuvens cinzas.
Sol dormindo.
Garoa. Poluição.
E o que temos mais?
Temos muitos Ipês que aformoseiam a visão...
é o “nosso inverno”.
Esta é a São Paulo de todos.
Este é o Brasil dos poetas....
As estações...
tão breves, tão intensas...
Qual seja,
é capaz de tocar nossa alma.
Libertar nossos mistérios.
Encorajar nossos delírios.
Arrematar nossos amores.
Derramar nossa timidez....
Abraçamos flores.
Respiramos chuvas.
Transpiramos sublimes devaneios.
Enfim, somos as estações:
elas nos criam e recriam;
elas nos transportam;...
O inverno é tímido.
O verão é eufórico.
A primavera é atrevida.
E o outono, é a minha poesia:
as folhas caem,
e num infinito ato nobre,
despem os galhos e despedem-se da vida,
criando a mais delirante beleza:
transformam ruas tristes, em tapetes da natureza...
Eis a nobre perfeita decoração especial...
"Deus o decorador da continuidade":
folhas vivas nas árvores, beleza nas alturas.
Folhas desfalecidas no chão, beleza aos nossos pés.
E vai dizer que Deus não pensou no começo, no meio e no fim....
E eu também:
meu começo: amar a vida.
meu meio: poetizar o amor.
meu fim: “Com Deus, e a eternidade da vida”....
Inverno ou verão.
Primavera ou outono...
Sutil é “enxergar” a temperatura dos sentimentos,
vivenciando o requintado toque do coração.
O som das estações. As cores dos tempos...
Nossos tempos.
VIVAMOS O TEMPO!
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(Bu, presente de inverno pra ser lembrado nos outonos da vida... !!!)