quarta-feira, 30 de julho de 2008

Me Olhem















Meu Pai, DEUS
Meu Irmão, JESUS

elevo a Vós meu silêncio
nesta oração que nasce
reprimida e tímida
carente de FÉ inabalável.
Peço-vos,
Iluminem minhas trevas
desertas de esperanças.
Aceitem minhas prestezas.
Perdoem meus pensamentos deteriorados.
Abençoem meu passado.
Sejam meus pecados redimidos.
Sejam minhas ausências compreendidas.
Possa a proteção liderar meus passos.
Resistirei
e o calvário da vida
por mim passará,
e eu jamais me acomodarei,
porque creio em Vós,
nos Vossos olhares
transbordantes de piedade.
Exaustiva será a minha FÉ.
Creio na fidelidade
do amor
incondicional
que dôo e receberei.
Que a omissão eu desconheça.
Que vença sempre a verdade,
a humildade
e a solidariedade.
Que seja a minha voz
som de amizade.
E que a justiça,
seja PAZ,
no repousar diário.
Que assim seja.
Sempre.
Amém.

Canto dos Pássaros - Faixa II


terça-feira, 29 de julho de 2008

Pôr-do-sol.

Vivifico
mais um pôr-do-sol
aconchego pensamentos
que voam como as aves
sem pressa
sem rumo
livres.

E o raio de luz mais forte
amarelo ouro fogo
exige reverência dos meus olhos.
Acato, porque me encanto,
céu em chamas,
é o charme da tarde.

Disperso-me
e minhas mãos
são sombras que se unem no chão
como outrora
entrelaçadas eram nossas vidas,
num só coração.

Pensamentos relembrados,
vidas entardecidas.

O marco do tempo é incansável.
Não para.
O sol se despede
e meu olhar
vê a singela faísca
que resta
amarela
cinza.

Anoitece,
e pousa mais um capítulo
da minha vida
da nossa história.

Biografia do amor eterno.
Com Amor.
Por amor.

Zizi Possi - Per Amore

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Tempo no horizonte...

O coração é o relógio que marca o tempo dos sentimentos: Vividos. Sonhados. Desprezados. Suplicados. Desconectados. Amados. Alegres. Injustos. Coloridos. Insípidos. Aparados. Amparados. Findos. Recomeçados. Encantados. Desnorteados. Falados. Calados. Relapsos. Abusados. Eufóricos. Intensos. Medíocres. Ausentes. Reais.
Falsos. Casuais...
Divididos. Somados. Multiplicados...
Viajados por mares e céus.
Embalados por braços, abraços.
Fotografados. Eternizados.
Sorrateiros, enfim.
Únicos, sempre.
Infinitos, na recordação.
...
Coração, horizonte sensível.
Visível. Ou não.

< Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Con te Partiro


domingo, 27 de julho de 2008

Confiança


Confiança
Foi com ela que trilhei todos os passos e tropeços nesta vida. De tão fundamental, foi eleita a essência da minha essência. O caminho é longo, e nem sempre afoito. E em cada tempo que sobrou, descobri que a confiança era ilusão de criança. É a minha essência. MINHA. E recordando, o espelho mostra uma vida de utopia. Acordada, me divido: não sei se viver o sonho foi o maior pesadelo, ou se, despertar foi a mais desenfreada dor. Dúvida é marasmo, mas anestesia e traz fôlego ao desespero que atordoa. A respiração é um sacrifício. Sinto-me órfã de vida. Reguei as mais belas flores, e, restou singularmente, um jardim fantasmagórico. Nem toda natureza é beleza, existem as ervas fatais. Conclusivamente, confiança é só semente, não é adubo. Talvez tenha brotado em mim, por ter sido regada com lágrimas de esperança. Confiável é predicado. Prejudicado, é o vazio de confiança. Confiar, verbo intransitivo, capaz de transitar apenas entre os Seres HUMANOS que assinam solidariedade no tempo passado, presente e futuro.
O perdão aos que desconhecem o sentido da confiança.


Fagner - Oração de São Francisco

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Liberdade

A liberdade é uma tesoura...
e o que a razão corta
nem sempre
o coração costura!
...
Melhor bordar a vida,
com fios coloridos,
de tamanhos cautelosos,
de modo que o avesso
possa ser igualmente “uma arte”.
...

Cortar poderá danificar a beleza para sempre.


Celine Dion - I Will Always Love You (Piano Instrumental)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

... eterna poesia.

A
poesia
é
a assinatura
da alma
que imortaliza
os sentimentos
quando a vida cala...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Lágrima gelada.


A tristeza dormiu comigo.
Acordei,
e ela sem timidez,
invadiu meu dia.
Me fez chorar
lágrimas geladas.
Experimento o frio do vazio.
O coração bate desnorteado.
Os pensamentos se perdem
desconcertados.
Respiro procurando o ar...
Ar que desencontro.
Sinto o coração fraco
se despedindo de mim.
Nunca me senti assim
tão próxima do FIM.

Chico Buarque e Maria Bethania - sonho impossivel

sábado, 12 de julho de 2008

A noite fala...


A noite fala.
A noite cala.
A noite intimida.
A noite revela.
A noite esconde.
A noite explica.
A noite complica.
A noite descobre,
depois cerra os olhos e esquece.
A noite acorda, depois adormece...
A noite é o despertar da consciência
intimidada ao longo do dia.
A noite traz uma luz interna
que acende a verdadeira existência.
A noite é coragem
que define a imagem
escondida e temida.
A noite acordada é vida.
A noite dormida é sonho.

Celine Dion - My heart will go on (Piano)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Equilíbrio...



O coração diz: Já.
A razão diz: Jamais.
.
.
A alma diz: Já mais...

sábado, 5 de julho de 2008

"O segredo da História..."

FIM
é e será
sempre
o INÍCIO
de uma nova HISTÓRIA...
.
.

 Elis Regina - Casa no Campo

Deus Desenha.


Saudade
é
o amor
lapidado
eternizado
no coração da alma.


3h38min - 06/07/08.

 Maria Bethania - Você não Sabe

Sempre 5 de agosto...


Uma
estrela
sempre
brilha
e
brilha
pra sempre!
...

Irrefutável.
Pergunte ao Céu.
Pergunte ao Mar.
Pergunte a Alma.
Por que perguntar
sempre pro infinito?
Porque interminável e eterno
é o brilho da “ESTRELA”.
Não vai.
Nem volta.
É.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

... simples palavras.



É um desnortear ímpar
que finca morada na memória
sentir a voz tremer
tão expressivamente...
estremecendo o pulsar do coração...
transformando suas batidas simétricas,
num amplo descompasso desnorteado,
desenfreado, temerário até.
Eis o que palavras provocam
depois de um silêncio desconexo:
constrangimento recíproco.
...
A ausência intimida a ferida...
poucas palavras,
intermediadas
por uma paz destacável.
Não sei se o tempo foi pouco
ou se foram dois minutos
com dimensão de dez...
Depois de tantos caminhos,
a referência de singelos surpresos dois minutos
assusta, impacta, mobiliza recordações...
Emoção forte.
Coração desafinado.
Pensamentos remotos.
Cena inusitada...
Um fim com aparência de começo.
Um começo com aspecto de fim.
Um desejo de recomeço bem-vindo.
Tudo?
Nada?
Não sei.
Só Deus sabe.

 rc - como e grande o meu amor por voce

terça-feira, 1 de julho de 2008

Inverno.

É inverno.
No quarto, o ar quente está ligado.
É indispensável pra minha sobrevivência...
O inverno?
Ou o ar quente?
Olho pela janela e, lá fora, o ipê rosa
está escancarado...
Flores e mais flores. Buquês.
Visto o casaco,
me enforco com o cachecol
e vou me encontrar com o frio ...
Olho o céu por entre os galhos do Ipê...
Assusto-me:
o céu está estranhamente cor de rosa...
Isso é o nosso inverno.
Ar geladérrimo.
Nuvens cinzas.
Sol dormindo.
Garoa. Poluição.
E o que temos mais?
Temos muitos Ipês que aformoseiam a visão...
é o “nosso inverno”.
Esta é a São Paulo de todos.
Este é o Brasil dos poetas....
As estações...
tão breves, tão intensas...
Qual seja,
é capaz de tocar nossa alma.
Libertar nossos mistérios.
Encorajar nossos delírios.
Arrematar nossos amores.
Derramar nossa timidez....
Abraçamos flores.
Respiramos chuvas.
Transpiramos sublimes devaneios.
Enfim, somos as estações:
elas nos criam e recriam;
elas nos transportam;...
O inverno é tímido.
O verão é eufórico.
A primavera é atrevida.
E o outono, é a minha poesia:
as folhas caem,
e num infinito ato nobre,
despem os galhos e despedem-se da vida,
criando a mais delirante beleza:
transformam ruas tristes, em tapetes da natureza...
Eis a nobre perfeita decoração especial...
"Deus o decorador da continuidade":
folhas vivas nas árvores, beleza nas alturas.
Folhas desfalecidas no chão, beleza aos nossos pés.
E vai dizer que Deus não pensou no começo, no meio e no fim....
E eu também:
meu começo: amar a vida.
meu meio: poetizar o amor.
meu fim: “Com Deus, e a eternidade da vida”....
Inverno ou verão.
Primavera ou outono...
Sutil é “enxergar” a temperatura dos sentimentos,
vivenciando o requintado toque do coração.
O som das estações. As cores dos tempos...
Nossos tempos.
VIVAMOS O TEMPO!
.
.
(Bu, presente de inverno pra ser lembrado nos outonos da vida... !!!)