quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ser!!



Nascer

depois
fazer-se eterna semente
do bem
freqüente
presente
eloqüente.

Ser primavera no verão.
No verão ser puro coração.
No inverno ser terno, aconchegante.
No outono renascer prudente
decente
docente em literatura d´alma.

Alma
semente da vida,
plena. Eterna.

Ser em mente sempre semente!

Florescer em vida todo dia mais....
Sem mas
nem poréns
Ser essência, presença sem fim. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sinceramente...


desconheço o perdão
compreendo a pretensão que o antecipa
o desamor.
Perdão e amor não se misturam.
Jamais.
Se o amor é presente
perdão será ausente
ou

ausência.

domingo, 22 de novembro de 2009

Simplicidade


Morango

por si só sacia
aroma doce
tem na cor
beleza bucólica
no seu contorno
é desenho
puro coração
tem som
vermelho alegria.

Morango com leite
refresca os pensamentos.

Morango com calda de chocolate quente
escorrega paz nas curvas da mente.

Morango com suspiro
faz a alma levitar.

Morango com creme de leite
é a infância brincando com o paladar.

Risoto de morango
tem glamour
é amor temperado.

Pizza de morango com brigadeiro
é brincadeira de adulto
com direito a pedaço duplo.


E aquele morango travesso
que escorrega e cai no chão
depois do assopro que vem do coração
é a simplicidade
que devora o ar.

Morango é quase gente.
Morango tem vida.

E a vida
se a gente quiser
pode ser:

Pura – perfeita-.
Clássica - cheia de sabores -.
Eterna - repleta de lembranças-.
Viva – coberta de coragem -.
Inesquecível – recheada de amor sem vergonha -.
Limpa – leve como é a paz-.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

17 de novembro!


Gota d´água

flor em pétala
página viva
no infinito
começar de novo.

Respinga
o frescor da chuva. Acabou.
Nasce o sol.
Brilha a Lua
Nova.
Novo dia.
Nova vida.
Nova história.

Sem personagens.
Sem palco.
Sem plurais.
Sem altar.
Paz.

Não há mais rascunhos.
Nem existem mais rabiscos.

Só o som da luz  em essência

amor.

sábado, 24 de outubro de 2009

Bordando a paz em branco...


Ponto preto pronto perturbou por perto.
Passado pontuado.
Discurso deserto defende decurso diferente.
Presente plácido.
Liberdade libera linda luz.
Futuro filtrado.
Desponta desperta
vem vida viva vitoriosa voz veloz.
Bordando branco brando brincando brindo

BEM VINDA PAZ!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Braços na chuva.



Braços sem abraços
são berços vazios.
A lua é cheia
o sono em paz
a faz imcapaz
invisível.
Perdida
dá lugar ao sol
que dá lugar a chuva
que faz da primavera
inverno desajeitado.
rejeitado...
Entre pingos
e respingos
cantar na chuva
volta a moda.
Moda em estação viver!


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

GENTE.




Tem gente que fala
gente que sente
tem gente que no silêncio,
é mais transparente.

Tem tanta gente indiferente...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Espelho



A moldura branca
craquelada pelos anos
de beleza encantadora
sem pressa
sustentou o brilho do espelho principal.
A poucos instantes
incessantemente
a transparência cristal
buscou meu olhar
antes rápido, maduro, seguro
hoje lento, atento, distante.
E o verde antes gritante
atraente e forte
está especialmente silencioso
dois olhos e nada mais
superando seus pequenos espaços individuais
contornando um piscar triste
permitindo sem resistência
o rolar de um conjugado de lágrimas
rápidas
insistentes
aparentes
íntegras
frágeis
transparentes... Atormentadas.
Tão grandes
tão pequenas...
Intensa 
é a lembrança
de rumo incerto
do tempo tosco
em tormenta tonta
no desamparo calado.
Em sentimento
o tempo da lágrima
é sempre rápido
flácido
plácido
cálido.
Lágrima
pingo de esperança
que se perde no chão
escorrega
despenca
na folha do papel em branco
no envelope amarelado
no tempo terminado.
Lágrima
assinatura da saudade.
No espelho
estão lá convexos
muito mais do que dois olhos “verdes-mel”
insiste o reflexo do avesso
travesso de tantos tropeços
páginas sem medos.
Mundo mutante,
singular
hoje, vazio.
Lágrima
veloz
é a voz do coração lento
dormente
triste
ausente.

Lágrima:
início de um espetáculo
fim de uma história....

Lágrima, sinônimo de aplauso com som do silêncio...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Minhas Crianças... Minha VIDA.



Meus meninos
minhas meninas.
Vidas que me renovam
Vidas que salvam
a esperança escondida
quase perdida...
Vidas tagarelas,
sem “pause”, sem “stop”...
Sorrisos que emocionam
as lágrimas que fatiam o coração
dividido entre o dever da educação
e o desenfreado afeto sem medo...
Gargalhadas
TANTAS
TODAS
AS MAIS VARIADAS
GOSTOSAS
AVELUDADAS
que num passe de mágica
transformam o som do coração
em banda escandalosa
que canta em último volume
a tal FELICIDADE
e encanta o olhar da alma, a eternidade!
Minhas crianças,
literalmente
minha VIDA.
Longe ou perto
SEMPRE dentro do meu coração!

Com amor...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sim...

Que venha a Primavera.
Te aceito.
Te respeito.
Te espero em colheita...
E no encanto
sem mais entretanto
corro pro canto
entre tantos
escolho o meu canto
e canto
com os pássaros
com as flores
com as cores
e meus amores
doces frutos
que hoje desfruto
nas fotos
nos porta-retratos
e sentimental ainda
sou ou estou
apenas repleta
daquela espécie rara de viver: amor, amando...
Pássaro noturno...

sábado, 12 de setembro de 2009

Passos lentos...

No início
“Caminho das Índias”
No final
“estrada dos perdões”
Consagrada a mistura:
“Tradição com Coração”.
Em ação:
a confissão
o perdão...
E com talento
“ amor” substitui “ FIM”.

E agora... “Viver a vida”.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Talento... Tal alento...

E disse-me
o sábio silêncio
que na noite escreve
suave e certo:

“Quem fui jamais serei”.

Tropecei.
Caí.
Levantei. Múltiplas vezes...

No último "tempo",
feriram-me a alma.
Na calma inconsciente, dormi.
Acordei.
Eis que sem demora nem mais sinto saudade
.
de mim.

domingo, 16 de agosto de 2009

Depois do inverno...



Quem me dera fosse
uma simples árvore
e depois do inverno
a vida voltasse a me florir...
Os frutos
abraçar-me-iam
doces
amadurecidos
saudáveis
e eu seria vida viva
por mais uma estação.
Adoçaria mais.
Alegraria mais.
Perfumaria mais.
Brilharia com o sol.
Refrescaria com a lua...
No jardim,
seria “a estrela da terra”
completa
apenas mais uma vez,
ou
eterna,
talvez.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pluralidade singular.


Na vida
ser "plural"
é ter alma.
Desprezar o singular “eu”
recriando sabedoria
em todas as estações
“nós”
harmonia pro coração.

Luz é singular
sombra é plural...

E a vida
é sentir a pluralidade
da singular humildade.

Sentir é ser.
Ouvir é ter.
Amar é viver. Sem ver... Confiar.

domingo, 9 de agosto de 2009

Conversando com as pedras...


Pedra preciosa
pedra escorregadia
pedra perigosa
falam em sintonia
com os passos,
com os desafios
através dos trilhos...
Em retas repletas de paz
nas curvas, seguras
retrato da maior montanha
lembrança da neve, do perigo,
da escalada corajosa,
vitoriosa por nós.

Pedra
presença silenciosa
brilha utopia
caminho da sabedoria sensitiva.

Pedras:
degraus, guias, trilhas...

Do passado restam silêncios
tempo flamejante prolongado.
Do futuro sobram vazios
pedras indefinidas
atiradas, caídas, carregadas,
perdidas, quebradas, ultrapassadas...

Sem pedras nas mãos
sem pedras debaixo dos pés
na poesia sou braços abertos
esticados além do inverno sofrido
dedicados ao abraço intenso
que unem todos os passos
todos os começos
percalços
aplausos.

E, conversando com as pedras
senti no ar:

"O afeto em corpo são, em mente sã é diamante.
O desafeto, no pensamento distante, é pedra-orgulho
pedregulho... "

Tempestade sem tato.
vento sem rumo...
Pedra: som sem volume.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Bem me quer...


Quem disse
que palavras são perfeitas?
Completas?

Os poetas?
Deus.
Palavras são laços
que desatam nós mal feitos.
São estreitas
harmonizando vínculo ao eixo.

E o verso carente, soa cadência sussurrada.
No ar, ontem,
a frase se fez silêncio
voou ao vento, em tempo.
E a poesia
sem verso escrito
sem liberdade
se perde
se perdeu.

Bem me quer?
Mal me quer?

E as pétalas brancas
transcrevem sentido
ao afeto sem permissão
escondido, tímido.
Suspiro triste. Paz trêmula.
Amor terno, em voz baixa
em escrita minúscula.

Palavras, sem regras
um laço, presente fascinante,
transparente:

Deus te abençoe: ONTEM, hoje, SEMPRE!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ser...

Viver
é mera fresta
em rara festa
contraste
disfarce
disparate.
Reflexão solidária
mágoa dormente.

Sonolência...
Solidão.
Ser em vão. Servidão.
Ser vida ou ser coração?
Ser...

Hoje, sou flores em oração!!

sábado, 1 de agosto de 2009

Transparente sempre. Invisível, agora.


Transparente:
no amor inacabável
no tempo incondicional
é a ortografia iluminada
d’alma tão minha
com endereço imutável
sem recesso
sem avesso
eis a essência
resumo meu,
exclusivamente meu.

Tudo passa, fica pra trás.

Lucidez exonera o breu.
Surdez tropeça em réplica
e a chuva particular
peculiar
escancara o medo perdido.

E a benção agradecida
reconhecida
acolhida, adotada
já não sou eu.
EU sou apenas INVISÍVEL.

Ah... Tempo der ser anjo
todo tempo por tanto tempo.
Laços e nós.
Neste dicionário,
transparente
não era paz
não era luz
era instinto
é raiz.

Existi ... !!

domingo, 26 de julho de 2009

Ser único?



Com paixão
a última lágrima
a pétala amparou
sustentando o peso
quase transparente...
Salgada no sabor.
Doce no significado. Compaixão.
Escorregou aquela gota
porque não era apenas
só mais um rascunho
foi cena escancarada
de orgulho valente...
Soberba com vontade
é erro consciente.
Transbordou descaso...
Em mim,
sobreveio o amor verdadeiro
e a compaixão
seguindo o deslize fatal.
O livro, uma página
e a lição final:

um ser único!!

domingo, 5 de julho de 2009

saudade sem tempo marcado....

Em tempos de “Roberto”,
descobri tradução de sentimentos nus,
puros, nobres...
Roberto fez para Caetano
a música “debaixo dos caracóis dos seus cabelos”
quando Caetano residia em Londres
deixando o Brasil “mais vazio”...
Depois de ouvir e ganhar a música em pleno show
Caetano voltou...
Caetano essência
transpirou homenagem contínua
e fez pra Roberto a música
“força estranha”...

E o resumo que eu faço agora é:
amizade é poesia,
poesia é amor,
amor é gratidão.
Gratidão é a essência da alma,
luz do coração são!!