domingo, 26 de julho de 2009

Ser único?



Com paixão
a última lágrima
a pétala amparou
sustentando o peso
quase transparente...
Salgada no sabor.
Doce no significado. Compaixão.
Escorregou aquela gota
porque não era apenas
só mais um rascunho
foi cena escancarada
de orgulho valente...
Soberba com vontade
é erro consciente.
Transbordou descaso...
Em mim,
sobreveio o amor verdadeiro
e a compaixão
seguindo o deslize fatal.
O livro, uma página
e a lição final:

um ser único!!

11 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Que beleza de poesia, linda!
beijos e ótima semana

Miguel S. G. Chammas disse...

Aninha, você continua sendo uma fonte inesgotável de rimas e sentimentos, mesmo transformando toda essa fonte numa pequena e simbolica lágrima.
Lindo este poema!

Dora disse...

Ana! Ficou tudo tão harmonioso! Nana cantando a canção, o aconchego da página nova e cálida, a imagem da flor, com a lágrima vertida, na constatação de suas palavras contando de quem era "único"!
Um poema doce e forte ao mesmo tampo. Meio enigmático, como sempre. As entrelinhas eu leio prá mim!
Beijos e beijos para a muito querida amiga!
Dora

Dora disse...

Não é tampo.....Que coisa! É tempo!!!
Bjs.

Beti Timm disse...

Aninha que bom ler tuas palavras mágicas, repletas de ternura e sentimento!

Te quero muito bem!

Beijos

EDUARDO POISL disse...

A qualquer hora em que chegares,
sentarás comigo à minha mesa.
A qualquer hora em que bateres a minha porta,
o meu coração também se abrirá.
A qualquer hora em que chamares,
eu me apressarei.
A qualquer hora em que vieres,
será o melhor tempo de te receber.
A qualquer hora em que te decidires,
estarei pronto para te seguir.
A qualquer hora em que quiseres beber,
eu irei a fonte.
A qualquer hora em que te alegrares,
eu bendirei ao Senhor.
A qualquer hora em que sorrires,
será mais uma graça que o senhor me concede.
A qualquer hora em que quiseres partir;
eu irei à frente nos caminhos.
A qualquer hora em que caíres,
eu estenderei os braços.
A qualquer hora, em que te cansares,
eu levarei a cruz.
A qualquer hora em que te sentires triste,
eu permanecerei contigo,
A qualquer hora em que te lembrares de mim,
eu acharei a vida mais bela.
A qualquer hora em que partires,
ficarás com a lembrança de uma flor.
A qualquer hora em que voltares,
renovarás todas minhas alegrias.
A qualquer hora que quiseres uma rosa,
eu te darei toda roseira.
Eu te digo tudo isso, porque não posso imaginar
uma amizade que não seja toda,
de todos os instantes e para todo bem.

by: Cid Moreira

Desejo uma linda semana com muito amor e carinho.
Abraços
Eduardo

Soninha disse...

Aninha, amada amiga!

Ao longo dos anos esccorreram tantas gotas pelos caminhos da face, vindas do coração, pelas mais variadas razões.Algumas gotas irrigaram o terreno fértil da alegria e das boas realizações. Outras, inundaram jardins, matando-os.
Mas, a vida é repleta de alegrias e tristezas e de todas temos de retirar valorosas lições.
Para mim, a vida é um livro, realmente...Cada dia, uma página.
Agradeço pelo carinho expresso lá no Roda.
Excelente semana a você.
Muita paz! Beijosssssssssss

Euza disse...

Menina, eu quase fiz um outro poema com as entrelinhas que li!!!
Pena eu estar em fase de desinspiração! rs...
Gostei especialmente de algumas imagens, como o peso quase transparente e a cena que não foi um rascunho! Belas imagens!!!
Beijo, viu? Com sabor de lágria de amor!

Nilson Barcelli disse...

Querida amiga, este poema é soberbo.
Li-o várias vezes e, a cada leitura, ia penetrando nas imagens possíveis que as suas palavras sugerem. Uma delícia para os sentidos... gostei imenso.
Bom fim de semana.
Beijãozinho e abração apertadinho.
(já sei que tenho que pagar os direitos de autor... a menos que vc não tenha registado a patente... acho este cumprimento um dos melhores que vi até hoje na net, a sua "imagem de marca", afinal)

Katia De Carli disse...

Ana, amiga conquistada,

Conheço o peso da orfandade
Não há verso
Não há lágrima
Não há página
Que ameniza esse sofrer
Comprrendo-te às entranhas, e não necessita desculpas... temos todo o tempo do mundo... nosso dia chegará.
Um grande beijo e conte comigo

Sergio disse...

Ola, Ana!

Lagrimas servem para isso, tambem...exergarmos o que de dentro falam as paginas

Um beijo