Com paixão a última lágrima a pétala amparou sustentando o peso quase transparente... Salgada no sabor. Doce no significado. Compaixão. Escorregou aquela gota porque não era apenas só mais um rascunho foi cena escancarada de orgulho valente... Soberba com vontade é erro consciente. Transbordou descaso... Em mim, sobreveio o amor verdadeiro e a compaixão seguindo o deslize fatal. O livro, uma página e a lição final:
Em tempos de “Roberto”,
descobri tradução de sentimentos nus,
puros, nobres...
Roberto fez para Caetano
a música “debaixo dos caracóis dos seus cabelos”
quando Caetano residia em Londres
deixando o Brasil “mais vazio”...
Depois de ouvir e ganhar a música em pleno show
Caetano voltou...
Caetano essência
transpirou homenagem contínua
e fez pra Roberto a música
“força estranha”...
E o resumo que eu faço agora é:
amizade é poesia,
poesia é amor,
amor é gratidão.
Gratidão é a essência da alma,
luz do coração são!!
covardia
e
coragem
estreita e curta
sem curva
é a rua que separa
os dois endereços.
E, sem permissão
conduz o coração
transparente e veloz
o perfil da lágrima que cai
na ilusão da chegada
e no adeus, sem fantasia.
Cabelos brancos
diz-me o espelho
já são tantos...
E esse escrito grisalho
reflete quantos foram
os passos bem fincados.
Ávida a vida caminhou...
Audácia nos fez
liberdade nos guiou
força nos ergueu.
Nossos ares sempre capazes
desenharam incontáveis emoções.
Vidas nasceram
conheceram nossos colos
e mais tarde
sorrisos inauguraram
os muitos primeiros passos.
Ouvimos promessas.
Cegamos diversidades.
Cantamos paz nas adversidades.
Viajamos cumplicidade
adotando regra privilegiada:
fidelidade
fraternidade
solidariedade.
Perdoamos
o vazio aparente.
Grisalha história eterna.
Saudade retórica presente.
Maturidade.
Paciência.
Palavras...
Imagens cantam na memória
o destino tão distinto.
Sonhos acordados
contam detalhes
do passado presente.
O afeto abraça o tic-tac
vivendo o maior segredo
“você não sabe”
quão veloz é a lágrima
que cai
sobre as minhas mãos
menos hábeis
mais distantes
e, sem tempo
não abraçam mais
as gargalhadas conquistadas
junto das surpresas inesperadas.
Mãos abertas
vivem “tão só”
virando as páginas
e bordando em letras
entrelaçadas
a poesia da vida:
o amor maior.
Somos anjos,
com apenas uma asa
asas que n'alma
se abraçam,
quando se reencontram
de volta ao começo.
Silêncio é sintonia na presença.
Na ausência, colhe omissão.
Sem oração,
deixa de salvar a vida triste.
Distração é porta mal aberta
e num instante
faz morada a indisposição.
Sobrevida atípica,
sem pulso, sem impulso,
a reação é mais silêncio
quase desprezo
e o superficial
é profundamente real
faz estragos
Os erros inexplicáveis
somam descrença
desesperança
carga além do corpo.
O tempo é o senhor do renascimento.
Fez-se o grande descobrimento
o Pai Atento
manda o recado
faz o milagre
salva uma vida.
Fim das trevas.
Reinício da paz, da harmonia,
da prosperidade vital.
Espiral é a vida perdida.
Espiritual é a vida viva.
Amizade, a casa mais nobre no caminho humano!!
Tks, of my "ANGEL".
Espontaneidade é amar sem fronteiras com passos lentos abraçando no pensamento afeto e verdade num progresso sucessivo quase intensivo que purifica a alma com o bálsamo da paz... paz moral paz espiritual paz sentimental.
Espontaneidade é crer no impossível quando o coração adormece ao som da inabalável perseverança.
Espontaneidade é ter idade sem tempo na essência ser criança e com olhar aceso dizer sem medo com o coração em oração:
“Obrigada. Amo você!”
Ao meu anjo-da-guarda: luz crescente. Por Deus: fé, esperança, gratidão. Amém, sempre.
Sem idade
é a vida que eu quero ter
sem rótulos obsoletos
sem idéias mirabolantes
sem esquecer
o senso do ridículo
que bem cabe em todas as fases...
Quero colher flores
quero comer frutas com cascas
brigadeiro na colher
e saber me encolher
quando o momento não for meu.
Não quero fazer
o que já devia ter feito..
Quero acontecer agora
o que minha inteligência aprende
o que pede cérebro intenso
o que exige astúcia veloz
e mente em atividade nobre.
Eu quero ser
tudo o que aprendi com você:
um teclado
que toca o som da música
e registra uma vida em acústica nova.
Quero viver assim
sem tempo marcado, sem fim
quero aplaudir
sorrir
cantar no karaokê
e lembrar de você
tocando Jonh Lennon, Sinatra, Elis, Ave Maria...
Somos agora
um resumo de sentimentos vivos
nas canções
em estradas diferentes
com acordes que se encontram
acordando a alma transparente, presente.
Fomos contexto
somos texto
seremos aplausos sempre...
Pra você:
Gente, Anjo, Gesto,
Intensidade, ORAÇÃO,
Irmã protegida de alma doce!
Mulheres colos.
Mulheres beijos.
Mulheres aconchegos com chamegos.
Mulheres desafios vencidos: sarampo, rubéola, amídala.
Mulheres vitórias conquistadas: primeiros passos,
primeiro dia de aula, primeira noite fora de casa.
Mulheres realizadas...
Mães abençoadas por Deus
carregaram no ventre
a vida em sintonia.
Madrinhas benditas,
que receberam nos braços
a benção da proteção escolhida.
Tias presenças especiais
que no vazio do ventre
santificaram com bondade a alma
lotando o coração
de amor incondicional.
Nós, estas mulheres que transbordamos vida
na presença carinhosa
nas horas que não marcam dia nem noite
apenas aprimoram afetos e ternuras,
na saúde e na doença,
no tempo especial.
Mulheres vigilantes do sono febril.
Mulheres seguranças do medo infantil.
Mulheres PRESENTES.
Hoje, “DOMINGO DIA DAS MÃES”
ganha o presente
quem conhece essas mulheres.
Qual presente?
A alegria da ternura, do afeto mais belo:
braços sempre abertos
no tempo infinito
que chamamos “pra sempre”!
Nossas mãos se unem
no milagre da vida
e no poder do amor.
ESPERANÇA
é o nome do meu tempo
com minutos
que não os escolhi
outros nem os vi
muitos
não os senti...
É uma doce voz
num solo quase perfeito
do lado esquerdo do peito
que toca o som da vida.
Vida crescida
na mente mansa
quase cansada
persistente
e ternamente confiante.
ESPERANÇA
tempo de criança
que embala o adulto
na luz da paz
num colo passado
no perfume do presente
na confiança do futuro...
Impossível
apagar ou
retocar.
Retraçar
pode acontecer
sobre um simples traço
preto
reto
direto.
O tempo
cultiva a sensibilidade...
Da aparência
emana
tão só
o sorriso preparado
no olhar
a tristeza
é nítida
e acumulada.
Enganos aparentes
são verdades transparentes...
arte da vida viva
predicado infinito
incansável agilidade.
Vulcão humano.
Criação festiva, afetiva.
Humana
Abstrata
Exuberante
Fluente
Influente
Dominante.
Imperativa.
Ilimitada.
É crença que prolifera fé.
Vida que persiste empenho.
Coragem que transpõe o impossível.
Alegria que colore trevas.
É criatividade peralta.
É traquinagem disfarçada em virtude.
É abelha rainha.
Companhia. Companheira.
Madrinha. Amiga.
Razão de amores.
Sorriso contagiante.
Gargalhada tão perfeita
que enfeita o dia
pluraliza a noite
invade e vai...
É estrela das letras.
Poeta do coração.
Voz que escreve versos
na alma calma, doce.
No coração
é exclamação!!
Interrogação??
Reticências...
Início, recomeço, páginas, rascunhos, rabiscos.
Aprendiz e Mestra.
Luz exuberante
Voz que canta confiança.
É lágrima misteriosa.
É silêncio amoroso.
É enxurrada
que alaga de brilho
a vida, o caminho, o tempo.
É o verbo inventar.
É desenho da sensibilidade
grafia do amor.
É hoje,
simplesmente,
aniversariante:
Adélia Thereza Campos.
A lua nova
desenhou no céu
sorriso sereno
feliz
irrefreável
refletindo no olhar
a candura da poesia
que a noite azul
espera
abraça
guarda como tesouro.
Cenário do coração poeta
sussurro feliz
na escuridão que brilha amor
brindando à visão
olhar que pisca fortalecido
convencido da valiosa alma
que abriga a glória e o apreço...
Meditados os mistérios
prevalece, então,
a lua escrevendo no céu
a tradução bucólica
da alegria da vida viva
síntese da felicidade apurada
palco da paz entranhada.
...
(Homenagem à Laura, sobrinha mais velha, que há 16 anos infla meu coração de amor. Sorriso que me encanta! Juntas, olhamos à lua sentindo a poesia que no céu escrevia. Sincronia no olhar, na sensibilidade... Na frase que o coração em conjunto construía! Te amo!!)
Aberto o presente
estonteante felicidade...
Sonho desejado
almejado
buscado...
Realizado.
Realização??
Traz prazo de validade camuflado,
escondido
não vigiado
desconhecido.
O papel do presente?
Amassado, descartado.
O laço? Desatado...
O presente... desgastado, perdido.
O sonho?
Desfocado,
distorcido,
debilitado, enfim....
Sem toque
sem som
o telefone
é silêncio que inspira
angústia do tempo rasgado
certeza da semente perdida...