Deixa a chuva molhar.
Deixa a chuva lavar
estradas onde não voltarei a andar.
Passos enganados...
Cansei. Minha alma perdoei.
Recriei-me.
Vencer, antes de envelhecer...
Eis o que eu quero ver
a chuva molhar meu jardim,
verde vida
sem fim...
Grama, que no verão é cama.
Flores,
a decorar
cada gota de orvalho
em noites de insônia.
Cores,
suaves, fortes, definidas
meu desejo
é mergulhar no papel com lápis pra sempre,
e simplesmente,
pensar no silêncio do tempo.
Amar as vogais
unir consoantes
cortejar as sílabas
e na minha essência
ser constante
sem ser viajante
sendo apenas,
verbos conjugados:
no passado
foram rara linguagem;
no presente
são a dança da palavra
que em mim é vida
e viva sempre será.

Um comentário:
Uma volta em grande estilo. Parabéns!
Estava com saudades.
Beijos, carinho,
AdéliaTheresaCampos
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