Um cochilo de inverno
faz-me debruçar
em tempos
quase esquecidos
ora a me rondar.
Só o tempo não volta
o que esteve a sua volta
sempre será lembrança.
Éramos amantes
trocávamos textos de amor.
Éramos cúmplices
de cada flor
rosas faziam meu olhar sorrir
e o teu coração palpitar
inocentes, contentes, felizes.
Bilhetes não os tenho.
Guardei só o que não se guarda mais:
a paixão!
Gestos, ansiedade, vaidade.
E a idade esquecida
deu lugar a saudade vencida.
Estamos por perto
porque o mundo é pequeno
e tem portas abertas...
domingo, 18 de julho de 2010
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Um comentário:
Muito lindo este poema, é especial!
beijos, ótima semana
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