quarta-feira, 14 de julho de 2010

Palavra viva em mim...


Deixa a chuva molhar.
Deixa a chuva lavar
estradas onde não voltarei a andar.
Passos enganados...

Cansei. Minha alma perdoei.
Recriei-me.

Vencer, antes de envelhecer...
Eis o que eu quero ver
a chuva molhar meu jardim,
verde vida
sem fim...
Grama, que no verão é cama.
Flores,
a decorar
cada gota de orvalho
em noites de insônia.
Cores,
suaves, fortes, definidas
meu desejo
é mergulhar no papel com lápis pra sempre,
e simplesmente,
pensar no silêncio do tempo.

Amar as vogais
unir consoantes
cortejar as sílabas
e na minha essência
ser constante
sem ser viajante
sendo apenas,
verbos conjugados:

no passado
foram rara linguagem;
no presente
são a dança da palavra
que em mim é vida
e viva sempre será.

Um comentário:

Anônimo disse...

Uma volta em grande estilo. Parabéns!

Estava com saudades.

Beijos, carinho,
AdéliaTheresaCampos