No alto do quintal
o pássaro piou triste
diferente do cantar de todos os dias
queria acenar ao pensamento
ainda sonolento
uma percepção...
A ingratidão
cala a razão
emudece o coração
silencia a canção
destoa o colorido dos jardins
cega o calendário da vida
apaga a luz
tranca a porta
fere a ferida escondida
...
sem memória
é voz na garganta fechada.
Alma dispersa
voa sem destino
sem o vento do acalento
sem tempo de volta...
passeia sem roteiro
perde-se
apaga o sorriso
encerra o trajeto
empobrece a memória
destrói a história.
Um passo em falso
e o passado amassado
é agora
só um Anjo esquecido...
pássaro ferido.
Eu
pequena
espontânea
inocente...
Sensível, senti a especial apresentação
APENAS “um olhar”...
Nascia ali a devoção
a Imagem contínua
um laço de comunicação...
Nós.
Consagração da luz,
do céu, da vida e do amor.
Forte a Tua presença
nos meus suspiros de aprendizado
nas árduas provações
nas vitórias batalhadas...
Inesquecível Teu olhar Santo
Tua imagem terna
sentindo minhas mãos entrelaçadas
minha oração enfocada
meu coração entregue e grato...
Fiel.
Depois de décadas
ganhei em sonho
Teu sorriso
e na vida
a certeza da Companhia.
Não temos hora
nem lugar marcado
a condução que nos une
é o coração aberto
modesto
grato.
Na alma trago a Tua paz
nos olhos
Teu alento
e no pensamento
a vida do Teu nome:
Nossa Senhora de Fátima.
Abençoou meu nascimento
Iluminou meu batizado
Bendisse minha crisma
Protege meus passos
recebe minhas preces
ontem, hoje,
sempre junto de mim.
Ela tinge o papel
com frases embalando sonhos
revela digitais sem idade
e na identidade
seu nome é cumplicidade.
Seu perfume
é o amor
transpira entusiasmo
impõe personalidade
recicla bondade
espalha afeto
supera desafios...
Tem força e esbanja coragem
na tela do PC é abusada
atrevida
ultra engraçada
é crônica
poesia
“literatura cardíaca”
pensamento complexo
conto erótico...
Repleta de solidariedade
sua voz grita suave
o som da alegria
encanto de criança...
É morada do sorriso
residência da gargalhada...
Parece pequena...
Ledo engano
sobe sobre seus saltos
se transformando
num “triplex” humano.
Desconhece o fracasso
o cansaço
é estrada sem fim...
Tem tantos títulos
nomes
pseudônimos
em todos
prevalece a paixão
e um coração inédito...
"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade!",
já dizia um dos teus poetas favoritos, e como domingo não é dia de inspiração, é dia de preguiça, dia de fofocar no msn, esse é o nosso presente pra vc, meu, da Dorita e da Ana, tudo bem que a maior parte coube a Ana, inclusive alugando o espaço dela, mas a Dorita e eu, colaboramos também... O que importa, é que te desejamos o melhor da vida, sempre e sempre. Amém!
Piscando saudade
pesco um olhar
sem sair do lugar
meu
aqui
entre o tempo em vão
e o espaço sem noção
teto sem céu
céu sem fim
vazio ocupado
espaço transparente
mutante
na mente
tudo
muito mais.
Medito
insisto
esquisito imaginário
tentação pelo papel
paixão pela palavra
a verdade
a vida
a poesia.
Na tela
o som do silêncio quente
música
aroma da palavra doce...
Luz...
Mãos...
Olhares...
Frases
na fase infinita
vivendo na mente
somente um momento.
Ontem...
Agora.
Refresco-me
ao aroma
do perfume da noite
relembro recomendações florais
rosa vermelha
a primeira...
Altas horas
e deixo as gotas da vida
regarem meu universo
pulso em verso
salto em frases
que refletem fases
não durmo...
Depois
acalmo
neste meu momento novo
o agora sem mais demora
num presente depressa
que pluraliza meu tempo
neste singular instante:
No coração há um lado deserto um inexplorado mar não navegado de água mansa onda leve sol ameno no pleno se faz plano.
O som suave é canto feito ave livre pairando entre o azul céu e outro azul mar entre o incerto reverso e o acerto avesso.
Íntegro e repleto o amor é completo convexo semi-deserto e prospera com a própria busca vermelho fogo que ofusca azul luz que brilha, cativa tranca, ama, encanta, planta, colhe, brota.
As idéias são nuvens pincelam sombras com perfeição de espaço na grama nos frutos nas flores no jardim quase perfeito... E no minuto adequado se manifestam em chuva pingos d’água pura gotas d’água benta.
Ajoelho-me, no chão molhado do chuveiro aceito o novo alimento acreditando singularmente na paz e no “amar”...
E as lágrimas mais alegres quase leves vestem de saudade a vida saudade de mim da alegria de viver...
E na madrugada a espontaneidade das entrelinhas me ergue me limpa... Não mais carrego títulos sou agora apenas gente pra quem me vê e luz pra quem me sente companhia n'alma.
Na garganta engasga o agrado perdido flor colhida e recolhida. Na palma da mão guardo escondido o último pedido:
Fecho a janela
imaginando possível
esconder-me de mim mesma.
Ilusão.
Acordo.
A arte da expectativa
também é obra prima da vida.
Sentir o frio correr na espinha
faz parte do espetáculo..
Sou autora principal
no teatro da minha mente.
Sou autora da minha história.
Sou a grande líder
de mim mesma.
Posso escrever os melhores textos
porque a vida é minha
e de quem mais me encontrar...
Aplaudir também é arte
e agradecer
é o ápice do show.
Sou comédia.
Sou romance.
Conto novela.
Canto poema... quase poeta.
Escrevo tristeza
a lápis
apago
no dia seguinte
porque o sol nasce
e me exige
discernir
ter fé
abrigar confiança
abrir portas
renovar a beleza
que eu escrevi
ontem
quando descobri
que “o sinônimo de amor é amar”.
Singular reflexo
revelado
no papel
amarelado...
guardado...
conquistado um dia
valorizado ontem
abraçado
hoje.
Amor
não escrevo a lápis
gravo nos olhos
memorizo no coração
trago nas mãos
e em todos os pensamentos... sempre.
Fiz da sombra
desse temporal que se aproxima
relâmpagos iluminadores
num raio a mais de luz
que me inspira
no barulho que estremece ventania
dentro do meu olhar
que tudo espia... Espera...
O vento conspira por mim
lidera novos pensamentos
perdidos
tardios
alterados
concentrados
decididos, agora.
Assim como o céu
dissipa a escuridão
eu desperdiço sem medo
horários
hábitos
e faço minha liquidação interna
renovo valores
embalo vontades
minhas
dou uma volta no presente
e cuido bem
hoje
de mim...
Carentes
ou
contentes
somos cartas diariamente.
A emissão
do saldo que nos recria
a cada dia
é mais um conto
mais um poema
que o tempo carrega
nos braços da vida.
Somos carta lembrança
quando na memória
a nossa criança
bagunça o presente
buscando alegria
desejo de ser
de novo contente.
Somos carta esperança enquanto as letras coloridas
poetam no fim do dia
nem sempre vitorioso
a expectativa do sonho acalentado.
E quando a noite cai
somos a carta da vez
o sinônimo do querer...
Letras ao vento
pensamento lento
corpo entregue
ao desafio do silêncio da lua.
Na sombra da lua
escrevo
o primeiro reinício.
As velas
ainda balançam suas chamas
e essa dança
me recria.
As orações
procriaram em mim
a coragem
e o poder de superação.
Transmuto o fim
planto o recomeço
respeito a experiência.
A ilusão escoa
e o coração que era cego
perdoa a inocência
das reticências
hoje
transformadas
em ponto final.
Começo um novo capítulo
uma página poética
uma crônica crítica
um livro sem ventos
sem lenços
apenas
com o meu sentimento
ILUMINADO
como a lua.
Eu queria sonhar sem acordar esse sonho universal que conta e acredita que dia 1º de janeiro é verdadeiramente especial mágico transformador. Diferente de 1º de julho de 1º de fevereiro. Há um lado em mim adormecido sedento de transformação do milagre do ANO NOVO. Há ainda meu eu acordado demais esperto e desperto e esse me diz que todo dia primeiro é só o início de um novo dia do novo mês e por isso requer sim dedicação sorte perdão fé coragem carinho audácia tolerância confiança gratidão compreensão solidariedade paz fraternidade harmonia desejos nobres orações fortes. E, principalmente, mais alegrias eis o melhor pedido seja dia ou meia noite dezembro ou janeiro. Sorrisos de crianças... Gargalhadas de corações!! Feliz 2009! Feliz Vida Viva! SAÚDE!!