Aberto o presente
estonteante felicidade...
Sonho desejado
almejado
buscado...
Realizado.
Realização??
Traz prazo de validade camuflado,
escondido
não vigiado
desconhecido.
O papel do presente?
Amassado, descartado.
O laço? Desatado...
O presente... desgastado, perdido.
O sonho?
Desfocado,
distorcido,
debilitado, enfim....
Sem toque
sem som
o telefone
é silêncio que inspira
angústia do tempo rasgado
certeza da semente perdida...
Presente??
Realização?
Um livro, vinte capítulos
um lápis sem ponta
e sem borracha...
Fabio Ramos - Cinema Paradiso (Sax)


















